Monday, 19 May 2014

Injusto?

Ela sempre saia de casa antes de seu marido e de seus preciosos meninos. Ela beijou cada um deles na testa e pensou quão difícil os últimos dias tinham sido. Era muito dificil para ela ver seus filhos sofrendo. Ela ouviu eles chorando a noite anterior se escondendo dela. E isso machucou ainda mais. Ela sabia que era algo na escola, comentários de outras crianças. Já tinha acontecido antes. Eles não têm amigos, só por causa de onde ela era. Ela não podia mudar o fato de que era uma estrangeira e não havia nada que pudesse fazer para resolver os problemas dos seus meninos. Isso a fez sentir-se impotente e isso era o que incomodava mais. Não era justo ...

Ela saí de casa atrasada para o trabalho. Parou em um posto de gasolina para completar o tanque. Uma senhora estava à sua frente na fila para pagar. Quando chegou a vez da senhora ela levou muito tempo para pagar os 2 ou 3 itens sem importância que ela estava comprando. Ela era quem tinha contas para pagar e atrasada para começar a trabalhar! Ela deveria ser quem tinha prioridade, seu trabalho era mais importante. Por que essa senhora precisava comprar estas coisas na hora do rush? A velha senhora olhou para trás pedindo desculpas, mas ela apenas balançou a cabeça em sinal de desaprovação tendo certeza que ela mostrou seu descontentamento.

Finalmente ela chegou ao trabalho, andando rápido pelo corredor, viu uma das colegas que vinha em sentido oposto ainda a alguma distância. Ela não gostava muito dela, sempre vestida de uma forma estranha, tinha um cabelo engraçado e estava sempre mostrando demais para ser direita. Ela olhou para alguns papéis que carregava com ela no exato momento em que a mulher passou apenas para que ela não precisasse dizer olá.

Mais tarde, ela foi para o seu almoço e decidiu comprar um sanduíche na lanchonete ali perto. Ela olhou pela janela e percebeu que era o homem gay que hoje estava trabalhando. Ela não se importava com pessoas gays, mas ele era um pouco demais, o seu comportamento, a maneira como ele fala. Ela continuou dizendo a si mesma que não era a opção sexual dele, ela se sentiria da mesma forma se fosse heterosexual, era apenas o seu comportamento.

Ela caminhou de volta para o escritório quando viu um grupo de adolescentes rindo e brincando. Eles tinham a pele mais escura, tatuagens, bonés e piercing. Ela não se sentiu segura e decidiu atravessar a rua.

Ela se sentou em sua mesa e a gerente de 20 anos de idade entrou no escritório para pedir ajuda. Ela ficou irritada e a tratou friamente pensando em como poderiam ter contratado alguém tão jovem e inexperiente para fazer um trabalho assim importante.

Ela saiu do trabalho ansiosa para chegar em casa e passar tempo com sua preciosa família. Passou por um homem varrendo as ruas, ele estava no seu caminho e isso a fez parar para esperar por ele. Ele não a viu, estava apenas fazendo o seu trabalho olhando para baixo. Mas ela estava impaciente e achou que ele deveria prestar mais atenção às pessoas que tentavam passar, elas tinham coisas importantes para fazer, lugares para chegar.

Ela finalmente chegou em casa e encontrou seus dois meninos chorando e brincando sozinhos mais uma vez. Eles foram intimidados na escola novamente. Seu coração se partiu. Era apenas injusto! Ela se sentia impotente. Por que eu? Por que os meus meninos? Que tipo de sociedade em que vivemos?

Aquela que criamos ...

Se não mudarmos a nossa forma de pensar e viver nossas vidas racismo e preconceito sempre estarão presentes. É muito maior do que apenas ações ou palavras contra outras pessoas. Vem em muitos tamanhos e formas. Começa na maneira como pensamos e vemos o mundo. A menos que cada um de nós comece a mudar, isso será apenas transferido de geração em geração. Somos todos diferentes e seremos sempre. Eu escolho viver em um mundo onde podemos aceitar uns aos outros e nossas diferenças com amor. Espero que você também ...